Por Dinovan Dumas

Sabe quando a gente para, olha em volta e sente que está carregando peso demais? Foi assim que me senti quando parei para pensar nas metas profissionais de 2026. E decidi que não era o caso de fazer aquelas listas gigantes com metas inalcançáveis. Entendi que seria o caso de escrever um mero “manual”, que durante esse ano (e nos próximos, quem sabe) possa servir de guia nas minhas tomadas de decisão.

A primeira coisa que anotei foi sobre organizar e economizar a atenção. A gente anda muito distraído e gastando energia com ruído (também conhecido com “com o que não soma”). A meta agora é ser “mão de vaca” com o foco e só investir naquilo que vale a pena. E isso me puxa para o segundo ponto: parar de sofrer pelo que é pequeno.

Um dias desse eu li uma dica interessante e que percebi ser perfeitamente aplicável no meu dia a dia: se uma decisão pode ser consertada em menos de um mês, a gente não pode levar mais de dois dias pensando nela. Chega da “síndrome da paralisia para a análise”.

Também pensei nas nossas reuniões, em especial aquelas que conduzi. E, aqui no escritório, com a minha turma, estou fazendo um combinado, ciente de que ninguém aguenta mais conversa sem rumo. Agora, todo encontro tem um dono, alguém que bata o martelo. Se for para juntar gente numa sala (ou na tela do computador), que seja para sair de lá com algo resolvido.

Outra coisa que pesa: conversas difíceis. Sabe aquele “precisamos falar” que a gente adia? Criei uma regra: o prazo de validade para esse desconforto é de duas semanas. Passou disso, vira mágoa. É melhor ficar vermelho por cinco minutos do que amarelo por cinco anos.

E, por fim, cortei a vaidade. Métricas de vaidade ficam de lado. Importa pouco o número de seguidores, curtidas e afins. Números que só servem para inflar o ego ficam de fora. O nosso foco é no resultado (real!).

É claro que parte das coisas que estão aqui (senão todas) parecem simples. Mas lá embaixo, no rodapé, a gente precisa refletir e admitir a verdade: isso tudo vai ser desconfortável. Vai exigir a tomada de decisões impopulares e, o mais difícil, admitir que boa parte das coisas que fazemos todos os dias (por hábito, por medo ou por inércia) simplesmente não deveria existir.

Ainda assim, estou confiante que esse é o segredo para 2026. Não é sobre fazer mais. É sobre ter a coragem de limpar o terreno para deixar crescer só o que importa.

Avante, 2026 chegou!

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